PROJECTO (RE)DESCOBRIR   Leave a comment

Relativamente á cerimónia de inauguração da Exposição do Projecto (Re)Descobrir, o Correio do Ribatejo, na sua edição de hoje, publicou o artigo que a seguir de apresenta:

 

CORREIO DO RIBATEJO Edição de 28-11-2008

Alunos da UTIS ajudam a identificar fotos antigas

Viajem no tempo para (Re)Descobrir Santarém

A Universidade da Terceira Idade de Santarém (UTIS) colaborou, durante o primeiro semestre de 2008, com a Biblioteca Municipal, na identificação de fotografias do Arquivo Fotográfico da Câmara, num projecto intitulado (Re)Descobrir. Desse trabalho resultou a exposição “Memória Fotográfica – Santarém no século XX”, que dá a conhecer ao público algumas das cerca de 100 fotos até agora identificadas. O lançamento da primeira pedra na Casa do Campino (1965), o Cortejo de Oferendas (década de 50), a homenagem ao ministro das Obras Públicas Eduardo Arantes e Oliveira (1962), o ‘corta-fita’ da Estação Elevatória de Águas (1954), a inauguração da Escola Comercial e Industrial (1957) e o funeral de António Maria Galhordas (1953) são alguns dos acontecimentos, entre muitos outros, que a objectiva dos fotógrafos registou e que podem ser vistos ou recordados, através das fotos expostas, até ao final do ano, na Biblioteca Braamcamp Freire. Teresa Lopes, chefe de Divisão do Património, Arquivos e Bibliotecas, disse ao Correio do Ribatejo que o projecto (Re)Descobrir vai continuar, no próximo ano, pois há ainda centenas de fotografias por identificar. Digitalização O trabalho de identificação integra-se no processo de “digitalização em alta resolução” do espólio fotográfico, que passa pela preservação, quer dos negativos quer dos positivos dessas imagens, e seu lançamento em suporte digital. “O objectivo é recolher o máximo de informação, sobre os eventos que as fotos testemunham, muitos dos quais estão ainda bem presentes na memória dos alunos da UTIS”, disse Teresa Lopes. As datas, os locais e personalidades são relativamente fáceis de descobrir, até porque há documentos que servem de apoio à investigação, como é o caso dos jornais, entre os quais o Correio do Ribatejo. Mas a dificuldade aumenta quando se trata de identificar crianças ou cidadãos anónimos, homens e mulheres do povo, operários, campinos, etc, bem como outros dados complementares igualmente importantes para fazer o retrato da época. “Há que aproveitar a existência de uma geração que viveu esses acontecimentos”, defende Teresa Lopes. Alguns alunos da UTIS aparecem, em plena juventude, nessas fotos antigas. Outros sabem quem são os actuais descendentes de determinadas pessoas identificadas, os quais, quando contactados, também querem participar. Por isso, “esta iniciativa já ganhou uma dimensão para lá da UTIS”. Além de contribuir para um melhor conhecimento da História de Santarém, o projecto tem-se revelado, também, muito estimulante para os alunos da UTIS, fazendo jus à expressão “recordar é viver”. “O entusiasmo é enorme. Em cada uma das sessões, mal mostramos as fotos [projectadas em power point] a sala fica logo numa grande agitação. Todos querem falar, discutem, levantam-se, quase furam o ecrã…”, sorri Teresa Lopes, contente com o resultado do projecto. Recuar no tempo Foram cerca de 15 os alunos da UTIS, da turma de História de Portugal Contemporâneo, que participaram na primeira fase do (Re)Descobrir, acompanhados pela professora Maria Alzira Almeida. Memória viva de Santarém, João Moreira, também ele aluno da UTIS, participou em algumas das sessões de visualização e identificação de fotos. “Foi recuar no tempo umas dezenas de anos”, comenta. “É de louvar este projecto da biblioteca, que trouxe até nós, através de fotos antigas, a presença de muitas pessoas que, outrora, foram relevantes na vida da cidade, a nível político, desportivo, cultural, etc…. Muitas vezes, reconhecemos as caras, mas já não nos lembramos dos nomes, o que nos obriga a puxar pela memória. Também causa nostalgia, naturalmente, recordar certas figuras da nossa afeição que já não estão entre nós. Enfim, foi um trabalho prestimoso”, considera. Refira-se que João Moreira esteve presente em muitos dos acontecimentos que as fotos documentam, enquanto participante activo ou mero assistente, pelo que sente de forma especial esta espécie de regresso ao passado. Em 2009, haverá mais, muitas mais fotografias para (re)descobrir Santarém. Sofia Meneses

Posted 28/11/2008 by utisantarem in TUNA DA UTIS

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