AULA DE JORNALISMO “HOLOCAUSTO”   Leave a comment

 “Noite e Nevoeiro”

 

“Noite e Nevoeiro”, do realizador francês Alain Resnais, é um dos mais importantes documentários (1955) já produzidos sobre o Holocausto e os horrores praticados nos campos de concentração nazis. Se estabelecermos um paralelo entre a “Lista de Schindler’s” verificamos que “Noite e Nevoeiro” tem uma maior intensidade dramática e até um horror incomparável.

Numa das aulas de Jornalismo, esta curta-metragem foi exibida.

Ficam aqui os registos de alguns comentários dos alunos da Turma de Jornalismo da UTIS.

“Até onde vai a loucura humana? Qual o motivo que leva uma pessoa (ou pessoas) a infligir tanto sofrimento na humanidade?

Creio que só mesmo uma mente muito doente e distorcida o fará.

O genocídio dos judeus na 2ª Grande Guerra Mundial foi das maiores atrocidades cometidas contra o homem até aos dias de hoje.

Famílias separadas, levadas para longe dos seus lares, em comboios (wagons e não carruagens) sem quaisquer condições humanas, onde prevalecia a fome, o desconforto, a falta de higiene, saúde e onde a morte espreitava de muito perto!

O pavor dos olhares à chegada aos campos de concentração, o horror do dia a dia, onde não faltava a humilhação e toda a dignidade que lhes tentavam roubar! A fome, o esforço físico a que eram sujeitos, as doenças, os medos, os pavores, a agonia de viver e por fim a morte que os libertava de tamanho sofrimento!!

Mas como é possível não acabar aqui tanta atrocidade?

Fazer tecidos dos cabelos cortados?!!!  Aproveitar a pele humana e corpos sem vida para a indústria?!!! Inconcebível para uma mente sã!!! Até onde vai tanta desumanidade !!!

Qual o castigo para os autores de tanta atrocidade?!!

Que ao menos as gerações seguintes aprendessem que tais horrores não se podem nem devem infligir, mas infelizmente as guerras não acabam. No entanto, a História não esquecerá jamais as suas vítimas e todo o mundo homenageará os seus mortos!!!”

Isabel Vilela

 

“Perante tão grande negatividade, ao olharmos aquelas paredes escuras desejávamos que fosse ficção, que nada daquilo tivesse acontecido, mas quando entramos e os nossos passos ecoam por aquelas salas desertas, parece-nos que ainda ali se ouvem e vêm os gestos de dor, desespero, fome, sede. Conseguimos imaginar o que de tão grave ali se passou, mantendo-se aquelas paredes de pé, como que a solicitar que não permitamos que a história se repita. A nossa imaginação penaliza-nos, toma conta de nós, as nossas lágrimas caiem-nos sem que as consigamos conter, só de pensar quanta injustiça. Em todas aquelas salas, os vestígios parecem bem patentes testemunho de tudo o que lá se passou. Cá fora o vento sopra, e os arames enferrujados trazem-nos à lembrança quantos teriam tentado subi-los e foram abatidos, quanta amargura nessa esperança de liberdade. Só a erva cresce, como a tentar fazer-nos esquecer de toda aquela realidade, camuflando todos os vestígios, como dizendo-nos que a vida continua e que não querem que nada daquilo se repita. Que lutemos sempre de olhos bem abertos, ao encontro do que queremos, para bem da humanidade.

A indignação é imensa, pensando como foi possível, que humanos tenham actuado de tal forma para com seus semelhantes, e provavelmente sem punição. Quantas mortes, milhares de inocentes, famílias inteiras e o mundo impassível perante tão grande crueldade.

Hoje pode-nos parecer impossível, mas os testemunhos são imensos e reais. Ao vermos o documentário, fica-nos um sentimento de raiva, medo, tristeza e ainda uma grande vontade de que nada se repita, mas para isso temos de ser fiéis para connosco e para com os outros, que a passividade não nos domine”.

 

Maria dos Anjos Anjinho

“Noite e nevoeiro!

E hoje?

O sol encobriu-se com os assassinatos gratuitos.

O sol deixou de brilhar para as vítimas do nuclear.

Mas nós continuamos, hipócrita e comodamente, a falar do passado! Talvez para para não olharmos para os crimes que o nosso silêncio permite.

Um horror indescrítivel, sem dúvida. Mas o homem nada aprendeu. E continua a falar dos horrores que outros praticaram, calando os horrores dos nossos dias!!!”

                                                                                          

Cecília da Conceição

“Aquilo que acabámos de ver, deixa-nos desprovidos de uma consciência tranquila. Será que somos cúmplices de toda uma sociedade desrespeitada? A nossa excessiva passividade não será construtora de um campo de concentração? O filme é muito doloroso, pois faz-nos sentir personagem de todos aqueles momentos. Quanta vontade sentida, de isentar bebés, crianças, adultos, de todo aquele desumanizado ambiente? Mas história é o registo do passado, devemos empenharmos em construir uma história, em que os nossos descendentes não tenham o mesmo sentimento, que acabamos de interiorizar. Que não sintam que fomos apenas e só, continuadores da injustiça, mas sim fazedores de um futuro promissor “.

                                                                                                                         António Anjinho

“Noite e nevoeiro!

E hoje?

O sol encobriu-se com os assassinatos gratuitos.

O sol deixou de brilhar para as vítimas do nuclear.

Mas nós continuamos, hipócrita e comodamente, a falar do passado! Talvez para para não olharmos para os crimes que o nosso silêncio permite.

Um horror indescrítivel, sem dúvida. Mas o homem nada aprendeu. E continua a falar dos horrores que outros praticaram, calando os horrores dos nossos dias!!!”

                                                                                           

Cecília da Conceição

                                                             

“O Holocausto na Alemanha Nazi recorda-nos os crimes horrendos praticados, que considero o maior genocídio de todos os séculos e que não pode voltar a acontecer. Só podemos lastimar e criticar.

E para quê? Será que valeu a pena para “aquela” Alemanha?

Penso que não!

E porquê? Pela ânsia de tudo conquistar, mas cujos resultados foram a degradação de um País e de uma Sociedade!”.

              Vítor Lacerda

 

 

 

“Perante mais esta pormenorizada denúncia da monstruosidade cometida nos campos de concentração, na Alemanha, surge-me a frase que o próprio documentário refere: “AS PALAVRAS FALHAM”.

Apenas me sobra a emoção e mil perguntas para a população do nosso século. Desde logo, a avassaladora questão levantada pelo nosso colega Anjinho: Como é possível que tão grande parte de um povo (homens e mulheres), pessoas normais pelo nascimento e pela educação e com filhos e família, cheguem a tal nível de desumanidade e de insensibilidade? Donde proveio e onde nasceu o fio indutor de tal conduta? Um só homem (ditador enlouquecido) pode levar o Povo a desvios tão profundos na regra dos valores humanos?

Que impulsos levarão um ser humano a tão rasteio patamar de barbárie, situando-o fora de todas as conquistas civilizacionais e morais da história?

Será que a integração numa hierarquia comandada por um só indivíduo leva todas as unidades da linha a demitirem-se dos mais elementares resquícios da civilização e da moral?

Será que este terrível espírito demoníaco está inscrito no ADN do povo alemão ou foi a consequência do aproveitamento populista de um momento histórico especial e que se presume que tenha acontecido (também na nossa ERA) em vários outros lugares?

E porque “soou” tão alto o silêncio de muitas Organizações Humanas, sobretudo as religiosas e as nações democráticas, que só muito depois dos actos praticados se apressaram a reprová-los! Todos ignoravam por inteiro?

Fica em mim uma infinidade de perguntas cuja resposta será difícil alcançar.”

 

José Faustino

Posted 08/05/2011 by utisantarem in Trabalhos dos Alunos

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